terça-feira, 4 de novembro de 2014

Entrevista sobre a expansão da saúde bucal no Brasil



O Portal Saúde Mato Grosso do Sul, divulgou em seu site uma entrevista com o professor Gilberto Alfredo Pucca Jr, na qual atualiza sobre a expansão da saúde bucal no Brasil. Para saber mais detalhes, segue abaixo a entrevista:

“Gilberto  Alfredo Pucca Jr.  possui graduação em Odontologia, especialização em saúde pública, mestrado em Epidemiologia do Envelhecimento pela Escola Paulista de Medicina-Universidade Federal de São Paulo (1998) e doutorado em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB). Atualmente é Professor Adjunto do Departamento de Odontologia da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB), atuando principalmente nos seguintes temas: oral health, dental health services, public health, saúde pública.Atua, também, como coordenador Nacional de Saúde Bucal - Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde.

1. Nos últimos anos a saúde Bucal teve uma importante expansão no país com a implantação de mais de 23 mil equipes de saúde bucal.  São realizadas pesquisas de avaliação no país? Quais são as mais importantes?
Sim, são realizadas pesquisas de avaliação, aliás toda a indução do financiamento dos serviços de saúde bucal estão alicerçados em processos avaliativos. Nesse sentido, o Ministério da Saúde (MS) propõe várias iniciativas centradas na qualificação da AB e, entre elas, destaca-se o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB). No primeiro ciclo deste Programa foi realizado um censo em todas as Equipes de Saúde Bucal da Atenção Básica. Um ponto importante neste Programa é o componente financeiro que visa ampliar os investimentos federais na Atenção Básica levando em conta o acesso e a qualidade da oferta dos serviços prestados.

2. Como você avalia o desenvolvimento da pesquisa na área da atenção em saúde bucal no país?  O DAB/SAS/MS tem incentivado o desenvolvimento de pesquisas na área?
Em odontologia o Brasil sempre foi um forte produtor de pesquisa, o que é louvável, porém até 2003, o foco destas pesquisas eram em produtos clínicos, o grande salto que estamos dando é com o Brasil Sorridente o eixo passou a ser produção de conhecimento com impacto epidemiológico e coletivo. No Brasil é grande o número de pesquisas realizadas na área da atenção em saúde bucal e nos últimos anos é crescente o interesse no campo de saúde bucal coletiva. O que precisamos melhorar é o acesso a importantes revistas, pois a informação consultada pelas pessoas normalmente é definida pela facilidade de acesso.
Em 10 anos de Brasil Sorridente o Ministério da Saúde alocou mais de R$ 5 milhões em pesquisas parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPQ. A partir de chamadas públicas foram selecionadas propostas apresentadas por Universidades de todas as regiões do Brasil para apoio financeiro a projetos que visem contribuir para a qualificação da Política Nacional de Saúde Bucal e para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do País.

3. Como os resultados destas pesquisas informam a formulação de políticas setoriais?
O Brasil Sorridente é um exemplo de que pesquisas são importantes na formulação de políticas. Além de ser considerada como a primeira Política Nacional de Saúde Bucal estruturada e coerente com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), ela teve como embasamento epidemiológico os resultados do Projeto SB Brasil 2003 – Condições da Saúde Bucal da População Brasileira. Entre os pressupostos da Política Nacional de Saúde Bucal (Brasil Sorridente) estão a utilização da epidemiologia e as informações sobre o território subsidiando o planejamento, e a atuação na Vigilância à Saúde, incorporando práticas contínuas de avaliação e acompanhamento dos danos, riscos e determinantes do processo saúde-doença. Neste sentido a Coordenação-Geral de Saúde Bucal, em parceria com o Comitê Técnico Assessor (CTA) em Vigilância em Saúde Bucal do Ministério da Saúde, realizou a Pesquisa Nacional de Saúde Bucal – SBBrasil 2010 onde analisou a situação da saúde bucal da população brasileira com o objetivo de proporcionar ao SUS informações úteis ao planejamento de programas de prevenção e tratamento, tanto em nível nacional quanto no âmbito estadual e municipal.

4. Qual a meta de crescimento e investimento da área no Brasil?
A meta de crescimento é implantar Equipes de Saúde Bucal em 100% das Equipes de Saúde da Família; Implantar mais 500 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD) no Brasil e ampliar a fluoretação das águas de abastecimento público no Brasil.
Nesses 10 anos, foram investidos mais de 7 bilhões de reais no Brasil Sorridente. Somente no ano passado, foram 1 bilhão e 280  milhões de reais. Para se ter idéia da ampliação dos investimentos em saúde bucal, em 2002, foram investidos cerca de 56 milhões na área. É importante ressaltar que esses recursos estão garantindo os cuidados de saúde bucal para milhões de brasileiras e brasileiros.

 5. Em quase 12 anos a frente da coordenação quais foram aos maiores desafios e as grandes conquistas para a saúde bucal dos brasileiros?
Penso que um dos maiores desafios é de fato colocar a saúde bucal como algo tangível a todos, universalizada e integralizada. Pelo descaso histórico do poder público anterior a 2003, a saúde bucal era acessível apenas a minoria da população, isso naturalizou, entre outros aspectos, a falta de dentes. A saúde bucal do brasileiro antes do Brasil Sorridente era um estatuto de classe, bocas eram diferentes de acordo  com as classes sociais, entre outras coisas, o que estamos fazendo é politizando os nexos causais. O Programa resgatou milhões de sorrisos e devolveu autoestima a também milhões de brasileiros. Apenas em uma década o Brasil Sorridente já retirou do Brasil o título de País dos Desdentados e hoje, já é reconhecido como o maior programa de saúde bucal público do mundo. Até a implantação do Brasil Sorridente, o Brasil não dispunha de ações que articulassem o acesso universal e a integralidade em saúde bucal no Sistema Único de Saúde. Ao longo dos anos a Odontologia esteve à margem das políticas públicas de saúde e o acesso dos brasileiros à saúde bucal era extremamente difícil e limitado. O acesso as ações odontológicas eram quase que exclusivamente ofertadas pelo setor privado, quem precisava só tinha acesso se pagasse.
Podemos considerar que a partir de 2004, ano que por determinação do ex-presidente Lula foi lançado o Brasil Sorridente, temos uma Política Nacional de Saúde Bucal estruturada e coerente com os princípios do Sistema Único de Saúde e que vem sendo construída a luz da reforma sanitária brasileira.
A ampliação do acesso aos serviços de saúde bucal a partir da última década com forte enfase às ações intersetoriais com destaque a fluoretação das águas de abastecimento público, ao Plano Brasil sem Miséria, Programa Territórios da Cidadania, Programa Saúde na Escola, Programa Nacional de Ensino Técnico e Emprego e ao Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, colaboraram e continuam colaborando para que haja a desmonopolização do cuidado em saúde bucal dos segmentos de renda mais alta, o rompimento do ciclo intergeracional dos desdentados e principalmente o resgate da cidadania da população brasileira.”

FONTE: http://200.129.206.79/saude/posts/view/581?s=2#.VFeu6fnF_7w

Att, Equipe de Edição.

Convite: "Duas ou três palavras sobre inovação do cuidado e clínica ampliada em saúde bucal", com o Prof.: Carlos Botazzo.

A coordenação do curso de odontologia da UFPE, O Núcleo de Integração Ensino-Serviço da UFPE e o Pró-Saúde da UFPE tem a honra de convidar os alunos, tutores, preceptores dos grupos PETs: Saúde, Redes e Vigilância para a conferência do Prof. Carlos Botazzo intitulada "duas ou três palavras sobre inovação do cuidado e clínica ampliada em saúde bucal", conforme o convite em anexo.

A conferência está sendo oferecida de forma gratuita, com certificação e estamos estendendo para os preceptores, tutores dos PETs e alunos.
Ainda que a conferencia tenha um tema voltado para a saúde bucal, está aberta para os profissionais de outras áreas do conhecimento, pois o tema central é inovação do cuidado e clínica ampliada.

Esperamos todos!



Att, Equipe de Edição.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Relato de experiência da aluna Mariana Falcão do estágio 1

No dia 02 de Outubro fizemos uma visita à Creche Municipal Futuro do Amanhã, na qual realizamos atividades educativas para as crianças. Junto com o ACS (Agente Comunitário de Saúde) escovamos e ensinamos as crianças a escovar os dentes. Não realizamos a aplicação de flúor, pois a equipe de saúde bucal do posto de saúde de San Martin já havia realizado a aplicação. Aplicação esta que ocorre periodicamente não só na creche, mas também nas escolas do bairro que estão aderidas ao posto.

A Escola Adventista de San Martin, no dia 09 de Outubro, foi convidada para ir ao posto, para realização de atividades recreativas e educativas para comemorar o dia das crianças que estava por vir. Foram feitas brincadeiras com o intuito de ensinar às crianças quais são tipos de alimentos que trazem benefícios e malefícios para a saúde bucal. No fim das atividades, todas as crianças ganharam escovas e pastas dentais e outros brindes.


Conseguimos observar que o posto de saúde da unidade é bastante presente no cotidiano da comunidade, sempre praticando e realizando ações sociais e educativas relacionadas com a saúde bucal e outros temas, como ações sociais para as crianças, adultos e idosos irem se vacinar, por exemplo. 



Att, Mariana Falcão.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Depoimento da aluna Cindy Cavalcanti sobre o outubro rosa na USF Mangueira II





Hoje, 30 de outubro, foram realizadas na USF Mangueira II, atividades educativas e divertidas sobre como prevenir e tratar o Câncer de Mama, que é tão temido pelas mulheres, já que a doença é mais comum nelas. Esta campanha, chamada Outubro Rosa, teve início na década de 1990 nos Estados Unidos, visando estimular a participação da população no controle do câncer de mama. Esta campanha acontece com mais intensidade no mês de outubro e tem como símbolo o laço rosa, pois na Corrida pela Cura realizada em Nova York em 1990, um laço rosa foi distribuído aos participantes. As ações da campanha que tem como objetivo divulgar informações de uma forma dinâmica se expandiu pelo mundo todo. Aqui no Brasil, várias instituições tanto públicas como privadas, no mês de outubro, organizam ações e colorem o país de canto a canto de cor rosa, para celebrar esta campanha que vem alcançando excelentes resultados. 

Na unidade, foi realizada uma palestra na recepção, explicando todo o processo da doença, como prevenir com o autoexame e consultas periódicas ao médico e também esclareceu várias dúvidas.





  Como momento de descontração, foi servido um lanche saudável com muitas frutas, sucos, bolos... Tudo feito com muito carinho pela equipe que compõe a unidade.



 Ao final da palestra, foram feitas perguntas através de um sorteio para os presentes, fazendo com que todos fixassem bem o conteúdo da palestra e que todas as dúvidas frequentes fossem esclarecidas.


A maior motivação da equipe foi além de ser um momento de lazer para todos, foi também fazer com que a comunidade deixasse de lado o medo de se tratar, visando um tratamento mais efetivo, pois quanto antes descobrir, melhor. A unidade estava toda colorida com a cor rosa, e com sorrisos satisfeitos.



Para quem quiser mais informações sobre a Campanha Outubro Rosa, aqui estão alguns links interessantes:
1.       Instituto Nacional Do Câncer (INCA)

2.       Blog da Saúde - Ministério da Saúde

3.       Instituto Neo Mama


Att, Cindy Cavalcanti.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

DEPOIMENTO DE ALUNO SOBRE O ESTÁGIO CURRICULAR III - SEMESTRE 2014.2


COM A PALAVRA: JOSÉ SEBASTIÃO GALVÃO
Após o interessante relato do aluno José Sebastião Galvão, discente  do oitavo período diurno, sobre a sua vivência no Estágio Curricular Supervisionado III na USF de  Vila União – Distrito Sanitário IV - Recife, onde relata que “ se pudesse faria questão de ir todos os dias a USF”, o mesmo cedeu uma entrevista à equipe do Blog ecs123.

1 – O que você esperava vivenciar no Estágio Curricular Supervisionado III?
Atingiu minhas expectativas quanto às vivências clínicas. Tivemos o primeiro contato com a preceptora, onde trocamos informações para nos conhecermos melhor. Ela sempre se mostrando muito atenciosa e acolhedora. A partir desse diálogo, ela  foi caracterizando o perfil de cada estagiário ( eu e Flávio) para  programar e direcionar melhor os os usuários  que poderiam ser atendidos por cada um de nós. Nossa preceptora, Dra. Elza, é muito comprometida conosco - ela exerce de fato o papel de supervisora das nossas atividades de estágio. Nossos trabalhos clínicos são sempre acompanhados por ela  além dela estar sempre avaliando nossos conhecimentos teóricos por meio de perguntas.

2 – Como a preceptora  supervisiona as atividades clínicas realizadas pela dupla?
Ela nos deixa livres para atender todos os usuários agendados, exceto os casos mais complexos, como o atendimento de pacientes especiais, que são sempre atendidos por ela. Vale destacar, que além dos pacientes serem agendados com antecedência, sempre são reservados  horários para as intercorrências/urgências.  Como relatado, estamos exercitando bem a prática clínica neste estágio.

3 – Liste atividades que o estágio estão sendo  acopladas  aos seus conhecimentos adquiridos anteriormente no curso:
A questão social: estamos entrando em contato com  pacientes com muitas carências e necessidades de cuidados pelo perfil da comunidade, como, por exemplo, pacientes de alto risco social.  Isso vem favorecendo o nosso aprendemos em ligar e estabelecer comunicação com diferentes perfis  e tipos  de usuários.
O aspecto Técnico-científico: aprendendo a lidar com o real, com as dificuldades. E pelo montante de paciente que atendemos lá, consigo pôr em prática todos os ensinamentos acadêmicos, desenvolvendo mais ainda minhas habilidades técnicas e manuais.
Vivência em especialidades clínicas: Periodontia, dentística, cirurgia, saúde coletiva (preventiva, palestras, acolhimento, escovação supervisionada, conhecimento sobre o sistema de informação - prontuários), endodontia (abertura coronária).

4 – Como você avalia a proposta da Secretaria de Saúde do Recife para a Clínica Odontológica?
 A minha vivência na USF de Vila União me leva a achar que a principal crítica é para o encaminhamento para as especialidades odontológicas, para o CEO, por exemplo, onde há muita reclamação por parte dos pacientes na demora de serem atendidos. Também acho que se poderiam ofertar mais serviços, como por exemplo, a USF ter um aparelho de radiologia, além de melhorar a estrutura física da unidade.

5 – Como você avalia a dentista preceptora?
Muito organizada e exigente, quanto à boa execução das atividades dos estagiários.

6 – E o trabalho da equipe auxiliar?
As auxiliares de saúde bucal são trabalhadores essenciais para a rotina de trabalho da clínica. São muito importantes.





quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Avaliação dos Estágios Curriculares Supervisionados I e II - semestre 2014.1: breve relato



De acordo com a avaliação aplicada ao conjunto de alunos, preceptores e equipe técnica envolvidos nas atividades realizadas nos Estágios Curriculares Supervisionados I e II, durante o Seminário de encerramento do semestre letivo de 2014.1, no mês de Agosto de 2014, foi verificado que a maioria dos sujeitos participantes está satisfeitos com o trabalho proposto pelos Estágios.
                Dentre as questões do instrumento de avaliação respondidas por cada tipo de participante, selecionamos algumas para serem apresentadas:
I- Alunos
              1 -      Sobre a interação do aluno com o preceptor:
Alunos dos Estágios I e II, bom/excelente 89% e 82%, respectivamente.
               2 -      Sobre a aprovação da dinâmica das atividades propostas:
Alunos dos Estágios I e II: 75% e 71%, respectivamente, aprovaram a metodologia proposta.
              3 -      Sobre o atendimento às expectativas dos alunos:
Alunos do Estágio I e II: 61% e 67%%, respectivamente, relatam que o Estágio Curricular Supervisionado atendeu às suas expectativas.
II- Equipe técnica
1-      Sobre a importância dos Estágios para a formação do aluno:
todos os membros das equipes técnicas (100%) consideraram importante as atividades planejadas para os Estágios I e II, para uma melhor formação do aluno.
2-      Sobre a participação da equipe técnica no processo ensino-aprendizagem dos alunos: praticamente a totalidade das equipes técnicas (98%) apoiou e foi solicitada pelos alunos.
3-      Sobre se os estágios atenderam às suas expectativas: atenderam em 78% dos respondentes.
III- Preceptores
1-      Sobre o cumprimento pelos alunos dos objetivos pretendidos:
A maioria (95%) dos Cirurgiões-Dentistas preceptores relata que os alunos conseguiram cumprir os objetivos programados no roteiro operacional do Estágio.
2-      Sobre a coerência entre o planejamento das atividades dos Estágios I e II e aquelas desenvolvidas nas USF: Todos os preceptores (100%) responderam que havia coerência.
3-      Sobre se os estágios atenderam às suas expectativas: Mais de 91% dos preceptores declaram que os ECS atenderam às suas expectativas.

Organização dos dados: Caroline Dantas
Supervisão: Márcia Dantas

Equipe de Edição