quinta-feira, 11 de junho de 2015

Categoria nova!

Queridos alunos, estamos iniciando em nosso blog uma categoria que irá reunir os produtos finais dos Estágios Curriculares Supervisionados no Sistema Público de Saúde 1, 2 e 3. E para  isso acontecer precisamos da ajuda de vocês. De início, gostaríamos que os estudantes que cursaram os estágios no semestre de 2014.2 enviassem para nós os produtos finais de cada grupo para o seguinte e-mail: estagios123@gmail.com. Outros alunos de outros semestres podem enviar também! Para dar início a esta categoria, vamos começar pelo grupo: Bárbara Cavalcanti, Bárbara Moraes, Luciana Reis e Natália Cruz do Estágio 2 - USF BRASILIT (2014.2). A seguir banner e video do grupo:








P.S: Esses seminários serão arquivados na barra lateral nomeada por "Categorias".

Att, Equipe de Edição;

Querem matar o SUS-2: EMBRASUS neles!

Em matéria escrita para o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES - Querem matar o SUS-2: EMBRASUS neles!), Paulo Capel Narvai, professor titular de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), relata os novos desafios de gestão do SUS. 
A grande luta dos defensores do SUS, desde a sua criação, é viabilizar o direito universal à saúde, apesar do forte capitalismo brasileiro. Mas a falta de incentivo, por parte do governo, está cada vez mais notória. Na 15ª Conferência Nacional de Saúde, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em maio de 2015, que é constitucional que recursos públicos sejam transferidos para organizações sociais. Será mesmo a melhor solução para os problemas do SUS passar sua gestão para as Organizações Sociais?

Historicamente, essas OS, identificadas como organizações filantrópicas, obtinham fundos em sorteios, festas, bingos, doações. Ganharam terrenos e equipamentos. Mantém atualmente vínculos com o SUS e prestam serviços públicos relevantes nas comunidades em que atuam. Além da origem obscura e da falta de história social, pouco se sabe também sobre a gestão de tais organizações, que, apesar de receberem dinheiro público, não têm transparência, nem passam pelo controle efetivo dos conselhos de saúde. 

O SUS sobrevive às duras penas, subfinanciado, perdendo recursos a cada ano e, portanto, dispondo de serviços que comprometem a boa qualidade que se espera dos cuidados prestados pelo sistema.” Como soluções, o autor cita o investimento e aprimoramento da administração direta, além da criação de uma empresa estatal (denominada EMBRASUS), baseada nas próprias Organizações Sociais, nos Correios, Banco do Brasil, que teria como missão “apoiar o desenvolvimento da gestão do SUS em todo o Brasil”. Seria uma empresa do SUS e para o SUS e que teria de conviver, harmônica e sistemicamente, com as instituições da administração direta federal, estadual e municipal.




Att, Equipe de Edição;

terça-feira, 9 de junho de 2015

UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS ODONTOLÓGICOS: SUS x Setor Privado


De acordo com os dados de 2013, apresentados pelo IBGE em 02/06/15, referentes aos resultados do volume da Pesquisa Nacional de Saúde – PNS – Acesso e Utilização dos serviços de Saúde, acidentes e violências, de um universo de 156,1 milhões de brasileiros que procuram serviço médico ou se saúde, aproximadamente 70% busca atendimento em rede pública (47,9% destes buscam as unidades básicas de saúde e Consultório particular ou clínica privada foi indicado por 20,6% das pessoas). 
Sobre o acesso, a pesquisa mostra objetivamente que 95% da população que procura o serviço público de saúde encontram atendimento em sua primeira tentativa, então está sendo garantido acesso. Estimou-se que mais da metade dos entrevistados mora em domicílios cadastrados no Programa Saúde da Família, somando 56,2%. Um terço da população (33,2%) obteve medicamentos no serviço público, sendo 21,9% via Programa Farmácia Popular.


Sobre a  saúde bucal, a pesquisa revelou que  o atendimento odontológico na rede privada foi procurado por em torno de 74,3% dos indivíduos pesquisados.  Apesar da enorme ampliação da rede de serviços públicos em saúde bucal ocorrida após 2004, segundo informações atualizadas pelo Ministério da Saúde e, 2015 (Ver tabela abaixo). Sobre isto, o Ministro da Saúde de Chioro comentou em entrevista à Fiocruz (http://www.agencia.fiocruz.br/acesso-servi%C3%A7os-de-sa%C3%BAde-%C3%A9-foco-de-pesquisa-nacional-de-sa%C3%BA): “Esse dado não nos assusta, pois a expansão da oferta de saúde bucal é muito recente no Brasil, a assistência odontológica é, para o Ministério, um dos pontos estratégicos.”
Ampliação da rede de serviços públicos
do sub-setor da Saúde Bucal no SUS. Período de 2002-2015.

Ministério da Saúde, 2015



Outros dados revelaram que menos da metade dos brasileiros procuraram atendimento odontológico no ano anterior ao estudo realizado. Tal procura é liderada pela região sul, enquanto no norte do País foi registrada a menor procura. Quanto maior o nível de instrução, mais elevada a proporção de consulta a dentista, variando de 36,6% (sem instrução ou com fundamental incompleto) a 67,4% (superior completo) Sobre o uso de planos privados de saúde, o contingente da população que tem plano de saúde ou odontológico é de 27,9%, sendo a maioria no Sudeste e no Sul. Em 2012, a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, que usou informações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), revelou que o porcentual era ligeiramente inferior: 24,7%.

Esses achados da PNS  demonstram que a oferta de serviços públicos odontológicos ainda é muito inferior diante da demanda. Fato que  necessita ser enfrentado com maiores investimentos em políticas públicas e programas em todas as esferas de governo para a ampliação dos serviços públicos de  saúde/saúde bucal. Enfatiza-se a necessidade de continuidade das ações em desenvolvimento da Política de Saúde bucal na perspectiva da ampliação qualificação dos serviços odontológicos e contratação de mais profissionais para atuarem na rede SUS, cabendo ainda a necessidade de reforço das ações de promoção da saúde, com foco nas  educacionais e de conscientização, já que muitos brasileiro, ainda hoje,  não têm o hábito de usar escova, pasta e fio dental, como informou a PNS-IBGE, 2015.

Para aqueles que desejarem maiores informações sobre essa pesquisa o blog está disponibilizando para Download o documento da PNS-IBGE-2015. É só clicar na imagem abaixo:




Matéria elaborada com a colaboração do discente Danilo Almeida
e Equipe de edição

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Relatório Visão 2020

A Federação dentária Internacional divulga relatório para combater a desigualdade na saúde bucal em 2020.
Uma chamada para AGIR:

“O mundo está passando por uma grande crise no acesso aos cuidados da saúde bucal, principalmente nos países em desenvolvimento e se não for controlada, a situação ficará bastante pior”.

Segundo o professor Tao Xu, o decano da Faculdade de Odontologia da Universidade de Pequim e os representantes da Ásia para a elaboração do Visão 2020 - Task Force da FDI, "O relatório Visão 2020 representa o nosso esforço para moldar o futuro da saúde bucal", "Nossa missão era identificar os principais desafios para expandir o acesso a cuidados de saúde oral em um momento em que é mais urgente do que nunca. Este relatório representa uma chamada à ação para garantir que as prioridades de saúde bucal recebem atenção e recursos suficientes para combater a propagação da doença oral. "

São indicações do Relatório FDI Vision 2020 Shaping the future of oral health, FDI, 2015.
para o combate às iniqüidades em saúde bucal:

 1) Expandir o acesso aos cuidados; 
2) A expansão do papel dos profissionais de cuidados de saúde oral existentes; 
3) Diminuir o fosso entre o ensino odontológico e educação médica;
 4) A atenuação do impacto sobre os cuidados de saúde bucal de variações no crescimento econômico; 
 5) Melhorar a aplicação dos resultados da investigação orais na prática diária.

Dentre os membros participantes da elaboração do documento, o Brasil, foi representado pelo Dr. Gilberto Pucca, coordenador nacional do Programa de Saúde Bucal. Os demais formam: Dr. Monteiro da Silva; Dr. Gerhard Konrad Seeburger, oficial de ligação nacional, Associazione Italiana Odontoiatri; ; Prof. David Williams, professor da saúde bucal mundial em Barts e da Escola de Medicina e Odontologia de Londres; e Steve Kess, vice-presidente, relações profissionais globais, Henry Schein, fazem parte do grupo Visão 2020 Task Force da FDI, no qual estão elaborando um plano que inclui:

Para ter mais detalhes sobre o assunto, leia o relatório Visão, que o Blog também está disponibilizando para download.

Links para o documento e mais informações:
file:///C:/Users/DI%C3%81RIO%20DE%20CLASSE/Downloads/FDI%20saude%20bucal%20vision_2020_english.pdf
 http://www.fdiworldental.org/documents/10157/e5a69514-515e-401a-b6cc-838be48955ae.


www.fdiwordental.org




Att, Equipe de Edição;

segunda-feira, 1 de junho de 2015

I Conferência Universitária UFPE/UPE: Um Convite à Defesa do SUS

Estamos divulgando a I Conferência Universitária UFPE/UPE: Um Convite à Defesa do SUS, um evento muito importante que acontecerá no dia 03/06. Para mais detalhes do mesmo, a seguir na imagem abaixo:


Link para realizar a inscrição: https://docs.google.com/forms/d/1Q5d-DCifSfg0U4SHZt-b82N-3X6_UR4j1Zi--BDjV7U/viewform


Att, Equipe de Edição;

terça-feira, 26 de maio de 2015

I Oficina de qualificação Ensino/Serviço no SUS


A Oficina, que ocorreu na última quinta (21) e sexta-feira (22) na Biblioteca Central da UFPE, é fruto de uma proposta do Pró-saúde III/UFPE.

- Sobre o Pré-saúde: O pró-saúde é um programa do governo federal (MEC+Min. Saúde) que trata de reordenar os currículos da formação acadêmica em saúde. Todas estas reformas curriculares que os cursos têm passado, com vista a preparar profissionais com perfil mais voltado para o SUS tem sido impetradas, fomentadas e fortalecidas pelos diversos pró-saúdes que a UFPE já participou. Este é a terceira versão do mesmo.
O pró-saúde III – UFPE está sendo coordenado, desde março de 2012, pela Profa Elaine de Amorim Carvalho, e uma das propostas do pró-saúde é a de viabilizar oficinas para discutir questões inerentes aos problemas pedagógicos que os cursos enfrentam. Como a relação ensino/serviço tem sido um ponto delicado, a coordenação achou por bem realizar uma oficina sobre. A organização desta iniciou-se em janeiro de 2015, a partir de reuniões, onde foram definidos:
Nome do Evento: I Oficina de qualificação Ensino/Serviço no SUS
Objetivos: qualificar os docentes e profissionais de saúde envolvidos com a formação em serviço, tais como estágios, projetos de extensão, projetos PET entre outros.
Público alvo: docentes dos cursos de saúde da UFPE (39 professores) e trabalhadores dos serviços de saúde dos municípios de Recife (35 vagas), Olinda (22 vagas), Camaragibe (22 vagas) e Jaboatão (4 vagas) e do Estado de Pernambuco (4 vagas).

Turmas mistas de preceptores e docentes. Os cursos, através de suas coordenações, identificarão professores com perfil para fazer o curso.



- Sobre a Oficina:
Quinta-feira manhã, dia 21 de maio:
1.Acolhimento com café da manhã
2. Palestra sobre o sentido de preceptoria, ministrada pela profa. Bernadete Perez.
3.O que é ser preceptor: formação de um painel com um representante dos docentes (profa Ilka Falcão), uma representante dos preceptores (CD Edite Souza), um representante dos estudantes (acadêmico de enfermagem Hugo Moura) e um representante dos usuários, com um moderador (Profa Elaine de Amorim) para estimular o debate.

Quinta-feira tarde:
Trabalho em grupos mistos sobre preceptoria, em que os grupos discutiriam a fim de responder as seguintes questões:
1.  O que se pensa e o que se espera entre a relação preceptor/professor?
2.      Qual o apoio/suporte que se espera da academia e dos municípios para o melhor desempenho de sua função?

Sexta-feira manhã 22 de maio
8 as 11h: Relatos de experiências exitosas de inovação ensino/serviço: Profa Márcia Dantas + Falas dos municípios parceiros (no caso, só esteve presente Recife)
11h as 1130h: Intervalo
11:30h as 14h: Construção do produto e fechamento.

Relata a Coordenadora Elaine Amorim sobre a Oficina do Pró-Saúde: “Avaliamos a Oficina como exitosa porque as discussões e o produto desta discussão foi bem construído. Embora a UFPE, em termos de Recife, só ocupe o DS-IV e o DS-V, vieram preceptores de todos os distritos e deu para sentir que estamos na vanguarda da integração ensino-serviço, em muitos aspectos. Como pontos negativos, lamentamos a ausência significativa de professores da UFPE, que se houvessem ocupado as vagas deveriam ser em número maior que de preceptores. Cursos como farmácia, educação física, ciências biológicas e biologia não houve comparecimento de nenhum professor em nenhum momento, o que demonstra uma fragilidade dentro desta relação. Também, lamentamos o fato de Olinda, apesar de ter direito a 22 vagas, só ter enviado 5 trabalhadores de saúde, ter havido predominância de médicos em relação aos trabalhadores de Recife;  nenhum serviço priorizou enviar ACS, ainda que isto tenha ficado explícito no convite esta possibilidade.
No segundo semestre faremos a mesma oficina novamente para dar oportunidade a que outras pessoas participem”


Matéria feita a partir do relato e fotografias da Profa Elaine de Amorim.

TUTORIAL: Como baixar arquivos do blog do Estágio?









Att, Equipe de Edição;