quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Integração Ensino-Serviço no Curso de Odontologia, semestre 2015.2

Na primeira semana de outubro a etapa de preparação dos Estágios do curso de Odontologia, semestre 2015.2, foi praticamente concluída. Essa etapa foi composta por encontros introdutórios com os discentes, de caráter organizativo e pedagógico. Além de outros encontros dirigidos aos preceptores que irão supervisionar os estagiários nas unidades de saúde conveniadas.
Para garantir as vagas necessárias para todos os alunos matriculados nos Estágios Supervisionados no Sistema Público de Saúde  1,2,3, 4 e no de Clinicas Odontológicas de Especialidades 1, foram ampliadas as parcerias institucionais.; o que significou a expansão da atuação do curso de Odontologia para outros municípios da RMR. Além do Recife, houve a inclusão das Secretarias Municipais de Saúde de Olinda, Jaboatão e Igarassu, sendo os estágios nesses locais iniciados no semestre 2015.1. Isto significa, também, significa na viabilização do percurso  formativo dos alunos em diferentes pontos da rede de atenção à saúde, organizada  segundo o tipo de Estágio e grau de complexidade como determina as DCN e o PP do curso de Odontologia da UFPE.
Dentre os campos de práticas e os tipos de serviços assistenciais reservados para os estágios 2015.2, destacamos: as  Unidades de Saúde da Família  - USF, Unidades de Pronto Atendimentos – UPA,  Centros de Especialidades Odontológicas –CEO. Além de outros serviços de urgência e emergência da malha assistencial odontológica da Região Metropolitana do Recife, como: Hospital Geral de Jaboatão, Hospital da Restauração, Hospital Getúlio Vargas, Hospital de Areias. Também é importante destacar outros campos de estágio, já tradicionais utilizados pelo curso de Odontologia da UFPE, como: Setor de saúde bucal da Aeronáutica, da Polícia Militar de PE, da Marinha e do Hospital do câncer.
Sublinha-se, que o Estágio em Clínicas Odontológicas de Especialidades 2 será desenvolvido no CEO universitário do curso de odontologia da UFPE, cujo processo de implantação é recente. Os professores lotados nesse tipo de estágio serão os orientadores dos alunos.
Ao final das atividades desses estágios serão gerados: levantamentos  da rede da atenção à saúde bucal, projetos de intervenções de saúde, PTS - projetos terapêutico singular, vídeos de registro das ações comunitárias, sínteses e roteiros de produtividade e relatórios de avaliação.

Conheça nossa Equipe de Professores e Monitores:
Professores: Elaine Amorim, Márcia Dantas, Paulo Goes, Gabriela Gaspar, Silvia Jamelli, Nilcema Figueiredo, Niedje Siqueira, Petrônio Martelli e Fábio Souza. Monitores: Giulia Freitas, Alan Agostinho, Sandra Carolina, Edvaldo Filho, Alinne Carvalho e Josevan Souza

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Outubro Rosa


Equipe de alunos da UFPE e a preceptora Carmélia Barbosa desenvolvendo atividades ligadas ao Outubro Rosa na Unidade de Saúde em Cosme e Damião
O movimento Outubro Rosa teve início nos Estados Unidos na década de 90 e se espalhou por todo o mundo com um só objetivo: chamar a atenção para o câncer que mais mata mulheres em todo o mundo - o câncer de mama. O tom rosa foi escolhido para que em todas as suas femininas nuances represente a  importância da luta das mulheres acometidas por este mal. Monumentos, instituições públicas e toda a sociedade que participa do movimento se vestem de rosa visando fortalecer as recomendações para o diagnóstico precoce e rastreamento do câncer de mama, visando informar e estimular a participação popular nesse sentido.
É essencial que haja uma conscientização de toda a população no sentido de que a prevenção do câncer de mama não está simplesmente ligado ao exame de mamografia em si, mas também ao auto-exame periódico e à necessidade do fornecimento do diagnóstico e tratamento em tempo hábil a todos os acometidos por esse mal - lembrando sempre que os homens também estão sujeitos a apresentar este tipo de neoplasia. Esta prevenção não deve ser feita apenas durante o mês de Outubro, mas o acompanhamento nesse sentido deve ser feito durante o ano todo.
Os alunos do Estágio Curricular Supervisionado em Sistema Único de Saúde 1 têm se engajado nas ações promovidas pelas Unidades de Saúde da Família nas quais estão atuando, aprendendo sobre prevenção, transmitindo e compartilhando conhecimento com as comunidades nas quais estão estagiando. É importante lembrar que nós, como futuros profissionais de saúde, devemos sempre nos engajar em lutas a favor da manutenção da saúde da sociedade. Devemos aliar nossos cuidados em nossas respectivas profissões a uma visão geral de cuidado com cada indivíduo.
Equipe de alunos da UFPE desenvolvendo atividades ligadas ao Outubro Rosa nas Unidades de Saúde Jardim Teresópolis e Casarão do Cordeiro, respectivamente. 



Por Giulia Freitas

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

“SUS não veio dos políticos, foi uma conquista da sociedade civil”, Afirma PAIM, em entrevista


Em entrevista ao Saúde Popular, Jairnilson Silva PAIM, professor da UFBA e militante da reforma sanitária, analisa os 25 anos do Sistema Único de Saúde e os desafios postos para a área no contexto atual. Onde afirma: 
“SUS não veio dos políticos, foi uma conquista da sociedade civil”

Entrevista completa AQUI.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Relato da vivência do estágio na USF Integração Muribeca

O bairro Integração Muribeca pertence à cidade de Jaboatão dos Guararapes. O acesso a esta comunidade é precário. A comunidade conta apenas com uma linha de ônibus – da qual fazíamos uso para chegar a USF, e transportes complementares, através de micro-ônibus. A comunidade não possui asfalto ou calçamento, sendo as ruas de terraplenagem. A população da Integração Muribeca padece devido à falta de saneamento básico, onde os riscos de contaminação de doenças são potencializados com as freqüentes enchentes que afligem os moradores em épocas chuvosas, fato lamentável vivenciado por nós durante o estágio.
Nesse contexto, a USF Integração Muribeca, inaugurada em 2012, está situada na Avenida Rio Jaboatão, próximo ao terminal de ônibus, no bairro de mesmo nome. O prédio apresenta boa infra-estrutura e conta com uma médica, uma enfermeira, uma cirurgiã-dentista, uma auxiliar de saúde bucal, uma técnica de enfermagem e agentes comunitários de saúde.
Em meio a todas essas adversidades já citadas, foi muito enriquecedora toda trajetória feita durante o estágio, onde nos deparamos com uma Unidade de Saúde da Família que, apesar de todas as limitações, é brilhante na atenção básica de saúde. O empenho de toda equipe de funcionários é incrível e a população consegue ter os serviços de saúde ofertados de ótima qualidade, reflexo da união dos funcionários, que por meio da gerência compartilhada, executam as mais diversas funções, mesmo que fujam de suas atribuições, para o adequado funcionamento da USF.
Nossa preceptora, Dra. Débora Barbosa, foi uma verdadeira mestra, que soube, com cautela, nos fazer evoluir na prática clínica odontológica, seja dentro do consultório ou nas atividades de clínica ampliada. A atenção, o cuidado e o empenho que tivemos dela foram fatores decisivos para que concluíssemos o estágio nos sentindo mais confiantes e capazes de atender as necessidades dos pacientes. A auxiliar de saúde bucal, Rosana Brito, nos mostrou que é possível sim manter a organização, a biossegurança e a eficiência no serviço odontológico da rede pública de saúde, buscando sempre, através do compromisso e dedicação, a eficiência no auxilio dos procedimentos realizados. 
Diante disso, o que constatamos ao avaliar toda experiência proporcionada pelo estágio é que as propostas previstas pelo SUS, criado em 1988 pela Constituição Federal Brasileira, podem ser cumpridas com sucesso quando há empenho dos profissionais envolvidos e condições favoráveis de trabalho. A Unidade de Saúde Integração Muribeca é sem dúvidas um referencial de Unidade de Saúde eficiente e ficamos gratos pela oportunidade de ter vivenciado o Estágio Curricular Supervisionado no Sistema Público de Saúde 3 nesta unidade.






Depoimento dos alunos Dayanne Gabrielle e Jaciel Freitas do 9º período sobre o Estágio 3 que vivenciaram no semestre passado;

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Relato de Experiência (USF Rosa Selvagem - Estágio 2)

Nosso grupo desenvolveu as atividades do Estágio curricular Supervisionado 2 na  USF Rosa Selvagem. A princípio foi realizado o reconhecimento da USF e dos profissionais que lá atuam, realizado visitas domiciliares juntamente ao preceptor, acompanhamento de algumas práticas realizadas na unidade.

Essa interação nos levou a elaboração de um plano de intervenção na comunidade sendo este realizado em visitas com a ACS da USF, a 15 residências selecionadas de acordo com os dados encontrados nas fichas A, com realização de exames clínicos e aconselhamentos. Com objetivo de Identificar os pacientes de risco, os pacientes com lesões precursoras e os pacientes com câncer de boca, sendo estes encaminhados para a Clínica de Estomatologia da UFPE.

 Na medida em que trazemos melhoria na qualidade de vida da população, garantimos mais saúde e mais predisposição social ao trabalho. Visto isso, se faz necessário o acompanhamento e orientação aos pacientes considerados de risco.

 Nessa vivência na USF, nos deparamos com a dificuldade de acesso as áreas para visitas domiciliares, a falta de estrutura e recursos para uma melhor atuação dos profissionais, o que nos leva a refletir a carência dos serviços públicos ainda nos dias de hoje.

 Entretanto a experiência incrível de poder conhecer e atuar em uma área que a população apresenta necessidades e carências que nos tornam úteis até a forma de recepção, que foi bastante agradável, atenciosa e gentil por parte do preceptor e dos demais profissionais.


Poder ter participado do dia-a-dia da USF Rosa Selvagem foi uma experiência bastante enriquecedora, não pode deixar de ser notada certa carência em relação a oferta de serviços, porém,  ter conhecimento do funcionamento e da necessidade da população, cria em nós futuros profissionais um senso de responsabilidade e compromisso com os nossos futuros pacientes.

Att, Samara Nunes, aluna do estágio 2 na USF Rosa Selvagem;

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Relato de Experiência (USF Emocy Krause - Estágio 2)

O principal objetivo do Estágio 2, foi fazer com que  um grupo de estudantes fosse a campo para analisar os pontos voltados para a promoção de saúde da região e realizar um Plano de Intervenção. O meu grupo, foi escalado para conhecer a Unidade Emocy Krause, na Torre. Inicialmente nossa atividade foi o conhecimento da estrutura e o funcionamento das atividades da USF, observando os horários de funcionamento, agendamentos, acolhimento, divisão do trabalho. Durante os dias de visitas a Unidade, tivemos o cuidado de avaliar algumas das fichas relatório da situação de saúde e acompanhamento das famílias na área da Equipe Santa Luzia III, e retiramos alguns dados do mês de abril de 2015, para guiar nosso trabalho. Analisamos individualmente as fichas A de 165 famílias da microárea II, da Equipe Santa Luzia III, para conhecermos melhor o perfil da comunidade (faixa etária). Observamos que nessas famílias existem 69 idosos cadastrados, e desses idosos, 44 são hipertensos e 4 são diabéticos. O fato de a comunidade contar com um número grande de idosos e muitos destes serem hipertensos, e a Unidade Emocy Krause já ter um grupo voltado para promoção de saúde em idosos, realizamos uma intervenção em saúde com esse grupo. A intervenção foi realizada no CEPAS, uma instituição sem fins lucrativos, que é onde funciona semanalmente o encontro de idosos. Foram realizadas atividades como, aulas de auto-massagem, ioga e exercícios físicos, além da orientação de higiene bucal, tendo como foco principal, estimular os idosos a praticarem exercícios e mostrar para eles a influência que a falta de higiene bucal pode ter em relação a saúde como um todo. Essas atividades por terem um grande poder relaxante, auxiliam no bem estar físico e mental, além de auxiliarem no controle da pressão arterial. Foi gratificante ver o quanto os idosos gostaram das atividades e o quanto foram participativos. Ver o sorriso estampado no rosto deles, da aquela sensação de dever cumprido. Finalizo minha vivência, expressando o quanto o estágio 2 contribuiu para construção do meu conhecimento e a grande importância que teve para minha formação acadêmica.


Att, Jéssica Carolina, aluna do estágio 2 na USF Emocy Krause;


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Relato de Experiência (USF Jiquiá - Estágio 1)

Ao conhecermos a unidade de saúde Jiquiá, fomos muito bem recebidos pelas pessoas que formam a unidade (digo pessoas porque não são apenas profissionais, mas pessoas que entendem as dificuldades dos outros e tentam ao máximo ajudar), de todas as áreas: desde a faxineira até o médico da USF, em todos vimos alegria e amor pelo que fazem. 


Na nossa terceira semana, a quinta-feira foi especial. Realizamos visitas acompanhados da nossa preceptora Mariana e a ACS Maria de Jesus, Zui para os conhecidos. Atravessamos locais de difícil acesso como ruas esburacadas, água empoçada, lixo, assim revelando as necessidades da comunidade. Ao chegarmos na área, fomos na casas de uma idosa e dois pacientes especiais (visitas são realizadas para incapacitados de se locomoverem a unidade) e lá fomos muito bem recebidos, sentimos que mesmo em meio as necessidades, há esperança. Na situação, a nossa preceptora realizou anamnese dos pacientes, sempre conversando, perguntando sobre a rotina, dieta, hábitos e costumes que interfiram na boca. 

Vivemos momentos muito prazerosos de contato com as pessoas, aprendemos como lidar com pacientes especiais dando a atenção que eles precisam, entendendo suas limitações e sempre tratar o paciente como um todo. Não olhar apenas a boca, mas sim todo um contexto social que circunda o indivíduo, por isso realizamos os questionários SB Brasil 2010 (Pesquisa Nacional de Saúde Bucal) para documentar as condições de moradia, renda e situação bucal do paciente visitado, fazendo um banco de dados dos moradores da área que serve de base para se conhecer a população.

Att, Bruno Souza Leão, aluno do estágio 1 na USF Jiquiá;